O Armazém Memória lançou a campanha colaborativa no Catarse para incluir 50 mil páginas do FUNDO ASI-FUNAI no Centro de Referência Virtual Indígena.

É uma documentação importante para o levantamento de violações territoriais  e de direitos humanos contra os povos indígenas.

Qualquer valor doado é importante para conseguirmos consultar com a agilidade que o momento exige e o mais rápido esta documentação.

QUERO CONTRIBUIR PARA A CAMPANHA AMIG@S DA MEMÓRIA.


VEJA O PROJETO

O Armazém Memória tem se dedicado a mapear e reunir para pesquisa online livre e gratuita, acervos que contenham memória de resistência do povo brasileiro, organizando centros de referência virtuais temáticos.

Esta campanha tem por objetivo incluir 50 mil páginas de documentos do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), especificamente do fundo ASI-FUNAI, ( Assessoria de Segurança e Informação da Fundação Nacional do Índio ) e que contém importante documentação de apoio à luta dos povos indígenas para o reconhecimento de seus direitos hoje.

A ASI-FUNAI monitorou durante a ditadura militar e também na nova-república, a resistência dos povos indígenas brasileiros, as ações de indigenistas e de instituições envolvidas com o trabalho com o índio, bem como a imprensa, tendo recolhido aos seus arquivos documentos produzidos, coletados e recebidos predominantemente entre os anos de 1968 a 1990, chegando até o ano 2000.

Este acervo é uma caixa de ressonância dos conflitos gerados pelos vários planos nacionais de integração e desenvolvimento aplicados pelo estado brasileiro à época e que atingiram duramente os povos indígenas no Brasil, como apontou a Comissão Nacional da Verdade, com consequências sentidas até hoje.

O acervo completo está estimado pelo Arquivo Nacional em torno de 148.200 páginas, organizados conforme a imagem ao lado.

O Armazém Memória disponibilizou no Centro de Referência Virtual Indígena pouco mais de 18% do conteúdo deste fundo, ou seja, integralmente a pasta 6 e a sub-pasta sobre demarcação de terras da pasta 5 marcada acima.

A documentação reunida no portal é muito acessada por estudantes, professores, historiadores, jornalistas, escritores, diretores de cinema, agentes públicos, lideranças indígenas, agentes do movimento social, entidades da sociedade civil e de direitos humanos.

Destacamos também o uso feito por procuradores e procuradoras do MPF, que buscam dirimir dúvidas e preencher lacunas de defesa processual, como por exemplo, o processo que corre no Paraná sobre a disputa territorial de Mato Preto, onde documentos encontrados no acervo online, foram incluídos no processo como elemento de prova em favor dos direitos do povo Guarani.

Com esta campanha queremos aumentar em 33% o conteúdo disponibilizado à pesquisa deste fundo, ampliando a possibilidade de localização de documentos probatórios, que possam auxiliar na reafirmação do direito reclamado pelos povos indígenas nos processos que tramitam na justiça brasileira, bem como ampliar a possibilidade de estudos sobre as violações cometidas neste período para fins de reparação.

Estimulando o desenvolvimento da justiça de transição, outra frente de pesquisa que irá se beneficiar do acesso a estas 50 mil páginas, onde, com base nesta documentação, são organizadas informações para a abertura de processos de reparação aos povos indígenas vítimas de graves violações de direitos humanos em sua relação com a sociedade envolvente.

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) em seu relatório final aponta 13 recomendações indígenas ao estado brasileiro, que são fundamentais para o avanço da democracia pluri-étnica em nosso país.

Este projeto de forma colaborativa busca dar sequencia a estas recomendações da CNV, uma vez que o estado brasileiro não tomou conhecimento delas e neste quadro político que vivemos, que aponta para ações de mais retirada de seus direitos constitucionais, é fundamental abrir acesso a pesquisa universal e gratuita a este fundo documental.

Com sua doação mais da metade de todo o fundo ASI-FUNAI depositado no Arquivo Nacional estará disponível na internet, colaborando assim para que os direitos territoriais indígenas, que estão sendo atacados de forma tão direta e por tantas forças articuladas no executivo, legislativo e judiciário, sejam fortalecidos mediante o acesso e pesquisa a esta documentação.

Veja como apoiar nosso projeto no Catarse e colabore conosco para realizarmos mais este aporte de conteúdo em defesa dos povos indígenas brasileiros.

Atenciosamente,

Marcelo Zelic – coordenador do projeto Armazém Memória.


SEJA SOLIDÁRIO E NOS AJUDE A ABRIR ACESSO A ESTA DOCUMENTAÇÃO.

Veja exemplo de documentos que retratam graves violações de direito humanos contra os povos indígenas e que serão disponibilizados caso logremos atingir a meta desta campanha de inclusão.

Para ver a Listagem Descritiva do Acervo do Fundo ASI-FUNAI clique aqui.

 


CONHEÇA ALGUNS ACERVOS JÁ DISPONÍVEIS

Nestes 15 anos de dedicação e construção coletiva do portal Armazém Memória, logramos atingir mais de 1,1 milhão de páginas disponibilizadas para consulta gratuita na internet.

Dentre os acervos publicados online destacamos:

O BNM Digit@l com quase de 840 mil páginas totalmente indexadas e realizado em parceria com o MPF e várias instituições.

O Relatório Figueiredo, documento de 7 mil páginas sobre a violência contra os indígenas brasileiros, produzido em 1967 e tido como desaparecido por 45 anos.

As coleções de jornais dos movimentos sociais camponeses, indígenas esindicais, que retratam, por exemplo, a história das lutas sociais pela terra no Brasil, da década de 1950 aos nossos dias.

Coleção do Jornal LIGA sob guarda do CEDEM-UNESP.

Coleção do Jornal LIGA sob guarda do CEDEM-UNESP e disponível no Armazém Memória.

Coleção do Jornal Luta Indígena do acervo CIMI-SUL e disponível no Armazém Memória

Coleção do Jornal Luta Indígena do acervo CIMI-SUL e disponível no Armazém Memória


Orçamento

A campanha tem um custo de 45 mil reais e o projeto será realizado em duas etapas.

O Armazém Memória irá selecionar o conteúdo a ser indexado no acervo ASI-FUNAI, organizar o lote para envio da documentação à empresa contratada e acompanhar a publicação do material selecionado no centro de referência virtual, bem como organizar prestação de conta e informar da publicação na internet a todos que fizeram doação na campanha. Custo do trabalho abaixo.

Na segunda etapa serão indexadas com tecnologia DOCPRO, utilizada no Armazém Memória, 50 mil páginas selecionadas para este lote na primeira etapa do trabalho e estará disponibilizada na internet em até 45 dias do encerramento da campanha.

O recurso arrecadado será 75% destinado ao objetivo fim, ou seja, a abertura de acesso a 50 mil páginas de documentos, sendo que os demais 25% serão usados para cobrir a taxa do Catarse e o pré-trabalho realizado pelo Armazém Memória.

A prestação de contas estará disponível em:http://armazemmemoria.com.br/campanhas-amigos-da-memoria/

OBSERVAÇÕES

1- As datas de prazo estipuladas nas recompensas são indicativas e podem sofrer alterações para mais ou para menos dependendo da data de encerramento da campanha.

2- Caso logremos uma ação colaborativa que ultrapasse o valor do lote, o recurso excedente será aplicado na mesma proporção acima, incluindo maior volume de páginas do fundo ASI-FUNAI, que ficaram para a segunda etapa desta campanha.

QUERO CONTRIBUIR PARA A CAMPANHA AMIG@S DA MEMÓRIA.