PINDORAMA, 1971, São Paulo, SP.

Sinopse: Século XVI: D.Sebastião fundou Pindorama, que significa “região das árvores altas”, segundo os padrões clássicos de sua terra natal, Portugal. Em virtude das dificuldades reinantes: a proximidade da selva; as tribos indígenas; a mistura de raças e os interesses econômicos nascentes na jovem colônia, resolve abandonar tudo. Pindorama torna-se, então, quase um país livre, alegre, misto de tribo delirante e colônia de desagregados. Mas, um dia, por ordem expressa do Rei, D. Sebastião é obrigado a voltar a Pindorama para impor ordem e disciplina. Quando regressa, é recebido com um banquete de conciliação pelo Governador da Cidade e por Diogo, um rico mineiro. Aos poucos, D.Sebastião se vê envolvido por ambos. Incitada por dois corruptos, há uma revolta de negros, totalmente dizimados pelas forças de Sebastião. Quando este volta a Pindorama, percebe que perdeu todo o poder e que este se encontra em mãos de políticos habilidosos. Finalmente, Sebastião enlouquece.

Ficha técnica: prd: Walter Hugo Khouri e Arnaldo Jabor; pra: William Khouri; dir, arg e rot: Arnaldo Jabor; asd: Antônio Calmon; fot: Affonso H. Beato; sng: Walter Goulart; efs: Gabriel Queiroz e Philipe Laurente; cen: Luiz Carlos Ripper; fig: Jacira Osvald e Teles Salgado; mtg: João Ramiro Mello e Arnaldo Jabor; mus: Guilherme Magalhães Vaz; loc: Itaparica e Salvador; cpr: Companhia Cinematográfica Vera Cruz, Kâmera Filmes e Screen Gems do Brasil; dis: Columbia Pictures do Brasil; colorido (Eastmancolor), 35mm, 95 min, gen: drama.

Elenco: Maurício do Valle, Ítala Nandi, Hugo Carvana, Wilson Grey, Jesus Pingo, José de Freitas, Vinicius Salvatori, Tep Kahok, Maria Regina, Manoel Caveira, Harildo Deda, Jacena R. Costa, Mário Gusmão, Raimundo Arcanjo.

Prêmios: Melhor Cenografia (Luiz Carlos Ripper), Prêmio “Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1971; Melhor Cenografia (Luiz Carlos Ripper), Prêmio “Coruja de Ouro”, INC Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1971. (fop: d-2)

Fonte: Dicionário de Filmes Brasileiros / Antônio Leão da Silva Neto.