Compartilhe

Diga não à repetição da violência contra os povos indígenas

A Emergência Indígena declarada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em 2019 é um chamado à participação cidadã pela preservação da diversidade étnica, linguística, cultural e ambiental em nosso país. Um chamado em defesa dos direitos, dos territórios, da vida indígena, da democracia e de todos nós brasileiros e brasileiras. Em dezembro de 2014 a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou seu relatório final e recomendações para se evitar a repetição das graves violações de direitos humanos apuradas contra os povos indígenas entre 1946-1988. Nada foi feito desde então pelo Estado brasileiro, que promove sob o governo Bolsonaro um brutal ataque a seus direitos constitucinais, territoriais e modo de viver. Seja solidário e participe da construção da Comissão da Verdade Indígena. Organize um pequeno coletivo de trabalho e se junte a este esforço colaborativo, virtual e em rede pela efetivação da justiça de transição para os povos indígenas que vivem no Brasil.

Trabalho Coletivo

O modelo de desenvolvimento adotado no Brasil promove um genocídio continuado contra os povos indígenas, que se repete em ciclos com maior ou menor grau de violência. Para superação destas práticas é necessário um trabalho sério e coletivo, voluntário e cidadão, capaz de implementar os conceitos da justiça de transição voltados para a reparação e a criação de mecanismos de não-repetição desta violência contra os povos indígenas. Monte seu grupo de trabalho. Emergência Indígena, precisa-se de corações e mentes.

Linhas de Pesquisa

O Estado brasileiro não vai realizar a justiça de transição para os povos indígenas sem uma ação coordenada da cidadania que o forçe a isso. As pesquisas e os relatórios fruto dos grupos de trabalho serão as ferramentas de pressão e judicialização da justiça de transição e poderão ser realizadas por temas, por região, por povo indígena, por entes do Estado e por tipos de empreendimentos ou setores produtivos

Estudos de Casos

Levantar a história dos conflitos interétnicos, buscar elementos de provas da violência do Estado em documentos oficiais e produzidos pela sociedade, para contruir processos de reparação e responsabilização.

Coleta de Depoimentos

Fortalecer a história oral e registrar as vivências dos parentes frente as violências de Estado, para que estes registros eduquem novas gerações e ganhem status probatórios nos relatórios produzidos e  pedidos de reparação dos povos atingidos.

Localização de Arquivos

Mapear arquivos, fundos, coleções, guias de fontes de documentação histórica e probatória, para subsidiar os grupos de trabalho e ampliar o acervo do Armazém Memória, para promover a verdade e a justiça de transição para os povos indígenas.

Recomendações CNV

O Estado brasileiro ignora desde 2014 as 13 recomendações feitas pela CNV para os povos indígenas. Atue em uma das linhas de ação para exigir a efetivação das recomendações indígenas da Comissão Nacional da Verdade. Adote uma campanha.

Pedagógicas

4 recomendações da CNV são voltadas para a educação social e o respeito aos povos  indígenas. (nº 4, 5, 6, 7)

Territoriais

2 recomendações da CNV trazem a afirmação territorial como elemento central para a superação da violência. (nº 12 e 13)

Reparadoras

7 recomendações da CNV são promotoras de ações reparadoras no âmbito do executivo, legislativo e judiciário. (Nº 1, 2, 3, 8. 9, 10 e 11)

Fontes de Pesquisa

Organizamos uma lista de arquivos online disponíveis à pesquisa, que poderão ser objeto de pesquisa para a elaboração dos estudos de casos e a produção dos relatórios pelos membros dos grupos de trabalho.

SOLIDARIEDADE, MEMÓRIA ATIVA E RETOMADAS NA HISTÓRIA.

DEMARCAR É REPARAR, DEMARCAR É NÃO-REPETIR !

Acompanhe os Trabalhos

MONTE SEU GRUPO DE TRABALHO E ATUE CONOSCO EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS.

REDE DE PESQUISA VIRTUAL POR MEMÓRIA, VERDADE, JUSTIÇA, REPARAÇÃO, MECANISMOS DE NÃO-REPETIÇÃO E BEM VIVER.

VIDAS INDÍGENAS IMPORTAM !

Os logotipos são somente ilustrativos para mostrar o espaço de identificação de instituições e movimentos que aderirem aos trabalhos desta proposta.

Site produzido em wordpress por Armazém Memória – marcelozelic@gmail.com