Eu estava em Roma. Tinha conhecido o Carlos Alberto Torres, que jogava então no Cosmos e que me convidou para ver o jogo Roma e Lácio e me arrumou credencial. Eu estava no campo e, quando entrou o Falcão, eu fiquei parado na do Falcão, só fotografando o Falcão, que era o rei de Roma. Eu o fotografava fazendo embaixada, chutando a bola… De repente o juiz apita para que todos saiam do campo, e eu digo pro Falcão: “Vai firme, Falcão”. Aí, percebendo que eu era brasileiro, o Falcão me diz: “Opa, brasileiro, que beleza, vem aqui, me dá a mão.” E a TV italiana filmando isso tudo. Aí ele fala para a câmera: “Aspetta, sono a parlare com mio amico braziliano”. Conclusão: eu fiquei mais dois dias em Roma, e me paravam na rua para eu dar autógrafos: “Amico di Falcone, amico di Falcone, amico di Falcone…”