À MEIA-NOITE LEVAREI SUA ALMA, 1963, São Paulo, SP.

Sinopse: O cruel e sádico coveiro Zé do Caixão, temido e odiado pelos moradores de uma cidadezinha do interior, é obcecado em gerar um filho perfeito, que possa dar-lhe a continuidade de seu sangue. Para isso, não hesita em torturar e assassinar as mulheres e os homens que involuntariamente impeçam a concretização de seu desejo. Sua esposa não pode engravidar e ele acredita que a namorada de seu melhor amigo seja a mulher ideal que procura. Após ser violentada por Zé, a moça jura cometer suicídio para retornar dos mortos e levar a alma daquele que a desgraçou. Os habitantes do vilarejo procuram vencer os instintos do sádico, mas cabe a uma cigana predizer um terrível castigo para ele.

Ficha técnica: prd: Geraldo Martins, Ilídio Martins e Arildo Irvam; dir: José Mojica Marins; asd: Ozualdo Candeias; dip: Nelson Gaspari; rot: José Mojica Marins, Magda Mei e Waldomiro França; arg: Rubens Francisco Luchetti; dif: Giorgio Attili; asc: Osvaldo de Oliveira; sng: Antonio Smith Gomes; efs: Produções Cinematográficas Indrikis Kruskops; cen: José Vedovato; maq: Gilberto Marques; mtg: Luiz Elias; mus: Hermínio Gimenez e Salatiel Coelho; cpr: Cinematográfica Apolo; p&b, 35mm, 81 min, gen: horror.

Elenco: José Mojica Marins, Magda Mei, Nivaldo de Lima, Valéria Vasquez, Ilidio Martins, Arildo Lima, Vânia Rangel, Graveto, Robinson Aielo, Avelino Marins, Oscar de Morais, Eucharis Morais, Genésio Carvalho, Geraldo Bueno, Arildo Iruam, Antonio Marins, Mário Lima, Laercio Laurelli (dublador da voz de José Mojica Marins).

Comentários de Antônio Leão da Silva Neto: Um clássico do cinema horror nacional. Sequência: Esta noite encarnarei no teu cadáver (66). José Mojica Marins (1931-) nasceu em São Paulo. Com 12 anos de idade ganha uma câmera 8mm e começa a fazer experiências. Produz uma infinidade de filmes amadores, mudos de curta-metragem. Em 1955 não consegue concluir seu primeiro longa-metragem, Sentença de Deus, mas em 1957 lança seu primeiro filme, em bitola profissional, Sina de aventureiro. Inicia-se aí sua produtiva carreira, criando o gênero horror no Brasil, com filmes de baixo orçamento e muita criatividade. Nos anos 90 foi descoberto nos EUA, sendo apelidado de “Coffin Joe”. Seus filmes fazem muito sucesso por lá e Mojica sempre é chamado para dar palestras. Em 1998 André Barcinski e Ivan Finotti lançam o livro Maldito, seguido de um documentário no ano seguinte. Com isso, Mojica é “redescoberto” no Brasil, passando a ocupar o lugar de destaque que lhe é de direito, como um dos mais criativos cineastas brasileiros.

Prêmios: Prêmio Especial, Festival Internacional de Cine Fantástico e de Terror, Sitges, Espanha, 1963; Prêmio L’Ecran Fantastique, para originalidade, França, 1964; Prêmio Tiers Monde da imprensa mundial, na III Convention du Cinéma Fantastique, França, 1974. (fop: a-3)

Fonte: Dicionário de Filmes Brasileiros / Antônio Leão da Silva Neto.